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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Câmara discute possíveis danos ambientais causados pelo Aterro Sanitário de Brasília

De acordo com o deputado Delmasso isso ocorreu, pois, durante a construção, o índice pluviométrico do DF não foi levado em conta no cálculo de volume das bacias.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT) discutiu, na manhã desta terça-feira (18), como proceder sobre uma suposta crise no armazenamento de chorume do Aterro Sanitário de Brasília e possíveis prejuízos ambientais que podem ocorrer.

O chorume é um líquido escuro e mau cheiroso produzido pela decomposição do lixo que é altamente poluente e, se proveniente de detritos como metais pesados, tóxico. A água da chuva em locais que armazenam rejeitos é perigosa, pois pode causar transbordamentos e contaminar corpos de água próximos. O que pode ter ocorrido no Aterro de Brasília.

Localizado em Samambaia, o aterro foi inaugurado em 17 de janeiro de 2017 e recebe, diariamente, cerca de 2,4 mil toneladas de lixo. A impermeabilização do solo, o sistema de drenagem e as bacias de chorume do terreno deveriam, teoricamente, comportar toda a substância produzida e impedir a poluição da área, porém, devido ao alto volume de chuva que tem ocorrido desde o fim de janeiro, as bacias transbordaram e seu conteúdo teria alcançado o Córrego Melchior, o que foi negado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

De acordo com o deputado Delmasso (Republicanos) isso ocorreu, pois, durante a construção, o índice pluviométrico do DF não foi levado em conta no cálculo de volume das bacias. Para evitar que se repita, a Novacap já começou a construir novas bacias. Apesar de não ter atingido o córrego, ainda há um perigo de contaminação. Segundo o parlamentar, o aterro foi construído a poucos quilômetros de distância do Aquífero Guarani, o segundo maior reservatório subterrâneo de água doce do mundo, com, aproximadamente, 45 mil quilômetros cúbicos e sua contaminação seria, como ele descreveu, um desastre ambiental de grandes proporções.

O deputado Eduardo Pedrosa, que visitou o aterro, propôs a redação de um requerimento para a realização de uma auditoria de responsabilidade pela falha na construção do terreno e outra para calcular a extensão dos possíveis danos ambientais ocorridos a fim de responsabilizar quaisquer culpados.

Calendário de reuniões: Na reunião desta terça-feira também foi aprovado o calendário de reuniões ordinárias da comissão para o resto do ano. Elas acontecerão semanalmente nas quintas-feiras às 10h30. Na reunião de hoje estavam presentes os deputados Eduardo Pedrosa (PTC), Delmasso (Republicanos), Júlia Lucy (Novo) e Robério Negreiros (PSD)

Victor Cesar Borges (estagiário)
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa

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