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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Estudantes representam o Distrito Federal na Campus Day

Desde 1997, a Campus Party proporciona um universo inovador e tecnológico, onde empreendedores se encontram com jovens geeks – quem possui interesse em assuntos científicos e tecnológicos. Desde a primeira edição, na Espanha, o evento encontrou um público tão entusiasmado que cresceu e se internacionalizou, passando a ter, a partir de 2008, edições no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Colômbia, México Equador e El Salvador, e neste ano, também na Argentina, Índia e Singapura.

Em Brasília, a primeira edição acontecerá
somente no ano que vem, mas o evento contará com um “esquenta” neste sábado (5), das 14h às 22h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com entrada gratuita. Em uma programação que envolve grandes nomes do universo científico, educacional e tecnológico, a capital do Brasil será representada pelos sete estudantes do Sesi do Gama, que compõem a equipe Lego Field.

Uma das propostas da Campus Day é desmistificar a tecnologia por meio de atividades lúdicas. Por isso, a equipe de competição do Torneio de Robótica – First Lego League, organizado pelo Sesi, irá apresentar uma mesa com um robô, mostrando os detalhes dos acessórios da máquina, seu processo de construção e seus objetivos. Os alunos também apresentarão um projeto de pesquisa. 

Segundo o coordenador e supervisor técnico da equipe, Atos Henrique Gonçalves, o processo de construção do robô foi, exclusivamente, feito pelos alunos: Gabriel Álex, Gabriel de Jesus, Lucas Aquino, Luís Gustavo de Souza, Maria Júlia Felix, Mayonnara Medeiros e Wallesca Maysa Pessoa. “Quem colocou a mão na massa foram os alunos. Eu, como supervisor, apenas orientei o que era para ser feito”, explica Atos.

O projeto robótico dos sete alunos tem como objetivo realizar missões que representam um problema da realidade social. As equipes são avaliadas pelo robô e pela apresentação do projeto de pesquisa. “O robô realiza as missões relacionadas ao tema. Já com o projeto de pesquisa produzimos uma plataforma voluntária para a criação de próteses para animais deficientes”, conta o coordenador. A plataforma já está em funcionamento através do site www.proteseanimal.com.br/.

Para Atos Henrique, mais do que uma competição, o importante é deixar o legado para outras gerações. “O nosso objetivo com a robótica no ensino é estimular os alunos a construírem soluções para problemas reais, que estamos vivendo. Isso é o diferencial da nossa educação. Temos que trazer inspirações para os alunos criarem e pensarem diferente”, incentiva o supervisor.

Lixo eletrônico

Entre as atividades e palestras contidas na programação, o público vai poder participar do workshop “Lixo eletrônico que gera robótica, renda e cidadania”. Lá, eles vão aprender como extrair componentes de lixo eletrônico para utilizá-los na reciclagem e construção de novos produtos.

O principal objetivo do workshop é ensinar a destinação correta do lixo eletrônico aos visitantes. A ONG Programando o Futuro vai mostrar os resíduos separadamente e levar peças inteiras de computador, televisores e celulares para que as pessoas desmontem.

“As pessoas estão acostumadas a usar a tecnologia e quando ela se destrói, elas compram outro e não reciclam o antigo aparelho”, afirma Vilmar Simion, coordenador executivo da ONG. “Todo equipamento novo tem minerais muito difíceis de serem extraídos da natureza. Já a garimpagem urbana é mais precisa”, completa.

O lixo eletrônico é separado e se transforma em 17 resíduos como ferro, cobre, plástico e ouro. O material reutilizado é aproveitado na robótica. De acordo com Vilmar, é possível construir impressoras 3D, sistemas de câmera de segurança, entre outros equipamentos. “Estou feliz com o workshop para que as pessoas vejam o lado ambiental, a desconstrução da tecnologia e entendam que os eletrônicos são passíveis de reciclagem”, conta Simion.

A ONG Programando o Futuro atua em projetos de inclusão digital, promovendo qualificação para o mercado de trabalho e geração de renda. Ela é reconhecida em Brasília por recolher, separar e reaproveitar o lixo eletrônico, processo chamado de metareciclagem. Para mais informações, basta entrar no site doeseucomputador.org.br.
Divulgação

Raphaella Sconetto e Renata Werneck
redacao@jornaldebrasilia.com.br

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