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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Governo de Brasília quer expandir o projeto Horticultura e Socioeducação para todas as unidades de jovens em conflito com a lei

Atualmente ele está presente em sete dos 12 centros que fazem parte do sistema que inclui o regime de internação e de semiliberdade

O projeto Horticultura e Socioeducação capacita adolescentes em conflito com a lei em seis unidades de internação e uma de semiliberdade para trabalhar com o cultivo de hortaliças. O governo de Brasília estuda aumentar para todo o sistema socioeducativo e está com a estrutura pronta na unidade de internação de saída sistemática, no Recanto das Emas. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, visitou a unidade de internação de Planaltina, pioneira na iniciativa, nesta quarta-feira (10).
O governador Rollemberg visitou nesta quarta-feira (10) o projeto Horticultura e Socioeducação na unidade de internação de Planaltina. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

A Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude iniciou o projeto em 2012 e, desde então, mantém os internos ocupados. A cada 90 dias, inicia-se um novo ciclo em que cerca de 240 jovens de todas as unidades envolvidas participam do projeto. O desempenho nas atividades, aliado ao bom comportamento, pode diminuir o tempo de internação. Ao fim do curso, aEmpresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), parceira na iniciativa, entrega certificados aos participantes.

Em Planaltina, a horta tem alface crespa, alface americana, beterraba, cebolinha, cenoura, coentro, couve, mandioca, rabanete, rúcula e tomate cereja. As famílias dos internos recebem doações de alimentos nas visitas semanais. “[A horta] ocupa de forma prazerosa os jovens e os qualifica para uma atividade produtiva, que permite que quando saiam daqui possam trabalhar. Ao mesmo tempo eles geram receita para a unidade e garantem que as famílias possam levar uma cesta de verduras”, disse o governador durante a visita. A horta é autossuficiente, pois os servidores compram as verduras.
As unidades e o projeto Horticultura e Socioeducação

O Distrito Federal tem sete unidades de internação para jovens em conflito com a lei, com capacidade para abrigar 873 internos ao todo — 792 vagas estão preenchidas. Outros 156 jovens cumprem medidas nas cinco unidades de semiliberdade, nas quais têm de estar a partir das 18 horas.


Além de Planaltina, as unidades de internação de Brazlândia, Recanto das Emas, Santa Maria, São Sebastião e a provisória, situada no Complexo Penitenciário da Papuda, têm o projeto. A única que não tem é a de saída sistemática, no Recanto das Emas. A unidade de semiliberdade de Taguatinga também tem horta – e o governo quer expandir a iniciativa para Santa Maria, Gama, Guará e Recanto das Emas.

Acompanharam o governador na unidade de internação os secretários de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, Aurélio Araújo; e da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal; o presidente da Emater-DF, Argileu Martins; e o administrador regional de Planaltina, Vicente Salgueiro.


EDIÇÃO: GISELA SEKEFF

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