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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Governo prepara ações para conter Aedes aegypti no período de chuvas

Limpeza de calhas e remoção de criadouros do mosquito devem ser feitas para evitar eclosão das larvas. A partir de novembro, serão intensificadas medidas de prevenção e combate, como os fumacês.

Com o retorno do período das chuvas, os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti precisam se intensificar. Para tanto, a população deve adotar atitudes básicas, como remover de casa e da vizinhança pneus, garrafas, latas e tampas velhas, itens que podem servir de criadouro para o vetor da dengue, da chikungunya e do zika vírus.Fumacê aplica inseticida em Brazlândia. 

Procedimentos como esses são fundamentais para evitar a eclosão das larvas que permaneceram das chuvas passadas e também para combater a reprodução do mosquito. O governo de Brasília prepara um conjunto de ações para, a partir de novembro, prevenir doenças transmitidas pelo inseto. Caso seja necessário, as medidas podem ser antecipadas.

A intenção do governo é evitar altos índices de transmissão, em especial nos meses de março e abril, quando a ocorrência das doenças tende a disparar. “Queremos entrar em 2017 com os indicadores bem mais baixos”, explica o assessor de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias, daSubsecretaria de Vigilância e Saúde, da Secretaria de Saúde, Denilson Magalhães.
"Queremos entrar em 2017 com os indicadores (de ocorrência de doenças) bem mais baixos."Denilson Magalhães, assessor de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias

Chuvas esparsas, como as dos últimos dias, formam o cenário ideal para a reprodução do Aedes aegypti. Com isso, é fundamental que a comunidade faça a limpeza de quintais e depósitos. “Costuma-se pensar que o problema é quando as chuvas se intensificam. No entanto, a reprodução ocorre justamente agora”, explica Magalhães.

As calhas dos imóveis exigem atenção especial na prevenção. Como as estruturas de escoamento ficaram sem uso durante os meses de seca, elas podem estar obstruídas. O acúmulo de água nelas também pode servir de criadouro de larvas. “Fazemos um apelo para que a população faça a limpeza das calhas”, reforça Magalhães.
Como o governo se prepara para o enfrentamento das doenças

Serão três as frentes de atuação do governo: educação, combate ao mosquito e manejo ambiental. A campanha educativa planeja a sensibilização da comunidade para a responsabilidade de eliminar os focos das doenças.

No combate, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal contará, a princípio, com 30 homens para as operações de inspeção de imóveis, por exemplo. “De antemão, as pessoas devem remover tudo que sirva de criadouro. Isso deve ser feito o mais rápido possível”, destaca o major Omar Oliveira, representante dos bombeiros na força-tarefa de enfrentamento ao mosquito.

Além disso, um contingente de cerca de 2 mil agentes comunitários de saúde vai atuar diretamente com a população.

O manejo ambiental, por sua vez, consiste na remoção dos inservíveis — objetos, móveis e resíduos — que favoreçam a infestação. Nesse caso, as ações devem ocorrer em parceria com as administrações regionais.

As forças-tarefa que percorreram as regiões administrativas, em 2015 e 2016, para limpeza e prevenção do aparecimento do mosquito serão retomadas. Ogrupo de trabalho que monitora a evolução dos casos de dengue, chikungunya e zika também foi recomposto e passa a ter reuniões semanais para avaliar a situação em todo o Distrito Federal.

Até 28 de setembro, o Distrito Federal registrou 23.146 casos suspeitos de dengue desde janeiro deste ano, segundo o Boletim Epidemiológico de Dengue, Chikungunya e Zika nº 39, divulgado na última semana de setembro pela Secretaria de Saúde.

Foto: Renato Araújo/Agência Brasília 

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