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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

CCJ do Senado aprova PL que criminaliza desafios como o da boneca Momo

Projeto de lei segue para avaliação da Câmara

Por Karine Melo
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou hoje (14) o Projeto de Lei (PL) 847/2019, que prevê pena de um a quatro anos de reclusão mais multa, para quem induzir, instigar, constranger ou ameaçar alguém, por meio da internet, para que este pratique ato prejudicial a sua saúde, integridade física ou psíquica ou sua vida. Se aprovado, o PL criminaliza iniciativas como os desafios da boneca Momo e o chamado Jogo da Baleia Azul, disseminados em redes sociais e que podem estar relacionados a casos de suicídio de adolescentes no mundo.Por se tratar de um item terminativo, após ser aprovado na CCJ, o projeto de lei segue para análise da Câmara dos Deputados.

Pela proposta, a pena pode ser aumentada de um terço até a metade, se a vítima for menor de 18 anos, maior de 60 anos, ou apresentar deficiência mental. Segundo o autor, senador Confúcio Moura (MDB-RO), a medida se justifica pelo aumento da disseminação desses fenômenos na internet. Esses desafios são famosos por incluir lesões ao próprio corpo e ameaças, caso a pessoa tente sair do grupo.

“O universo online, em que as pessoas estão inseridas, pode estar contribuindo para esse cenário. Nesse ambiente, as pessoas, principalmente as crianças e adolescentes, se sentem pressionadas pelas redes sociais a seguir certo estilo de vida, como uma necessidade de reafirmação e de inserção. Em muitos casos, para serem aceitos pelos grupos, os jovens precisam lesionar o próprio corpo e divulgar o resultado por meio de fotos ou vídeos nas redes sociais”, disse Moura.

Hospital Águas Claras seleciona profissionais da saúde até o fim de agosto

Foto: Reprodução

Complexo de serviços em saúde será inaugurado no primeiro trimestre do ano que vem e pretende ser referência na região sul do DF

O Hospital Águas Claras, que será inaugurado no primeiro trimestre no ano que vem pela Rede Ímpar, está com processo seletivo aberto até 30 de agosto.

As vagas são para profissionais da saúde como, por exemplo, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de farmácia e técnicos de radiologia, e também para cargos de apoio administrativo, como camareiras, concierges e copeiras. No momento, não há vagas disponíveis para médicos.

O complexo hospitalar, que será referência para toda a região sul do Distrito Federal, deve gerar pelo menos 3 mil empregos diretos e indiretos. “Os profissionais passarão por processos de qualificação e treinamento, pois o objetivo é proporcionar a melhor experiência possível aos pacientes”, informou a diretora-geral do Hospital Águas Claras, a médica Regina Duarte.

A rede Ímpar, que administra o Hospital Brasília, a Maternidade Brasília e possui unidades de saúde em São Paulo e no Rio de Janeiro, está investindo R$ 300 milhões para construir e equipar o novo empreendimento.

O objetivo é que o centro clínico seja referência na rede particular de saúde para a parte sul do Distrito Federal. Além de Águas Claras, a região inclui Taguatinga, Samambaia, Ceilândia e Riacho Fundo. “Detectamos que havia uma carência grande por serviços médicos nesta região e resolvemos construir um hospital com padrão de qualidade internacional” afirma a diretora-geral do hospital.

O complexo hospitalar terá 38 mil metros quadrados de área construída e capacidade para fazer 20 mil atendimentos por mês, com serviços de várias especialidades clínicas, incluindo pediatria, oncologia, cardiologia e ortopedia.

O hospital também terá um pronto-socorro com funcionamento 24 horas, 267 leitos disponíveis para a internação – sendo 70 deles de cuidado intensivo, e 120 consultórios clínicos. A expectativa dos gestores é que o hospital atenda aos mesmos convênios que hoje são aceitos no Hospital Brasília e na Maternidade Brasília.

O Distrito Federal vive um momento de crescimento no mercado de saúde privada. Em fevereiro, o grupo Sírio Libanês inaugurou sua primeira unidade fora de São Paulo, na Asa Sul. Em seguida, a Asa Norte ganhou um hospital 24 horas na L2, o Albert Sabin e, em junho, a Rede D´Or abriu um hospital de alto padrão na Asa Sul, o DF Star.

Os profissionais interessados em preencher as vagas disponíveis devem entrar no site da Rede Ímpar e buscar a aba Trabalhe Conosco.

Agenda Capital com informações do Metrópoles

Câmara Legislativa comemora Dia do Estudante em sessão solene

Debatedores destacaram organização dos estudantes e a participação em momentos históricos do país.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou sessão solene em homenagem ao Dia do Estudante nesta quarta-feira (14), no plenário da Casa. O evento foi organizado pelos deputados e também professores Leandro Grass (Rede) e Fábio Felix (PSOL), e contou com a presença de estudantes e professores, com destaque para o Centro Educacional de Taguatinga.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Fabio Felix falou sobre a importância da solenidade. "A gente fez questão de fazer essa sessão solene numa semana tão conturbada para nós, porque fortalecer o estudante, a organização dos estudantes, os projetos que a gente tem nas escolas. Nesse momento que a gente vive no país, é muito importante".

Já Leandro Grass falou sobre a influência que os estudantes têm nos movimentos políticos e sociais e sobre a voz do estudante. "Estudantes brasileiros sempre participaram dos grandes momentos do Brasil, sempre estiveram envolvidos e agora não é diferente. É muito especial estar aqui com vocês. A gente tem tentado apoiar e fortalecer a juventude do DF. O jovem é a solução, o protagonista".

Representante do comitê estudantil da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), Ligia Maria da ESCS, contou sobre a luta dos estudantes no DF. "É motivo de alegria tá aqui pra falar como a organização estudantil tem potencial de defender direitos e mover estudantes. Não existe mudança social sem participação das juventudes, do movimento estudantil".

A estudante Brenda Natalia Silva, do Centro de Ensino Médio 3 da Ceilândia, falou sobre a Rede Emancipa, um centro educacional com aulas gratuitas aos sábados, que trabalha em prol da educação e cultura. "Eu sou a única pessoa da minha família que chegou no 3° ano na idade certa. As pessoas falam que eu sou louca por ficar das 9h da manhã às 17. Eu digo que não sou louca, estou correndo atrás do meu futuro".

Aluna do CED 07 de Taguatinga, Alana Melissa, e fundadora do clube do libro, compartilhou como o grupo pode ajudar os estudantes, "O objetivo do clube do livro é incentivar as pessoas a lerem e a estudarem para o PAS. Fazer com que as pessoas mostrem livros mais desconhecidos, incentivar as pessoas a mostrarem ideias, argumentos e pontos de vista".

Diversidade - Ao final da sessão os deputados contaram sobre suas próprias experiências nas escolas e o parlamentar Fabio Felix comentou sobre a importância de se combater a LGBTfobia nas escolas."A escola precisa melhorar em muitos aspectos, as vezes ela é muito cruel com a diferença, com a diversidade. A experiência de ser LGBT na escola é muito difícil. A gente combate isso com reflexão, conversando, como eu posso melhorar meu comportamento e aceitar o outro". 

Victoria Kortbawi
Foto: Rinaldo Morelli/CLDF
Núcleo de Jornalismo - Câmara Legislativa

Brasília recebe 6ª Marcha das Margaridas

Organizada a cada quatro anos, a Marcha das Margaridas percorreu hoje (14) cerca de seis quilômetros, para se deslocar do Pavilhão do Parque da Cidade até o Congresso Nacional, em Brasília. Nesta 6ª edição, o evento teve a participação inédita de delegações de 27 países, além de representantes de todas as unidades federativas do Brasil. A Polícia Militar do Distrito Federal não apresentou números oficiais sobre quantas pessoas participaram da marcha. 

De acordo com a coordenadora geral da Marcha das Margaridas, Mazé Morais, este ano a manifestação teve a participação de outras entidades, além das 16 que, desde 2000, participam do evento. “Fomos reforçados por outras organizações ligadas à defesa dos direitos das mulheres, dos índios, de estudantes e de feministas. Em parte esse reforço se explica pela semana expressiva aqui em Brasília, por causa de outras manifestações”, disse.

Mazé disse que a marcha não está restrita aos seis quilômetros percorridos até a Esplanada dos Ministérios. “Isso aqui é apenas uma coroação; a cereja do bolo, após muitos debates e formações”, disse. “A marcha não começa e nem termina aqui. Não se trata apenas de uma caminhada. Antes de ela acontecer, nós fazemos debates e formações. Viemos aqui para mostrar que estamos atuantes e queremos respeito. Estamos na resistência. E, daqui, sairemos empoderadas para atuar nas nossas bases, formando pessoas visando a garantia de nossos direitos”.Marcha das Margaridas teve participação de entidadades nacionais e internacionais – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mobilização

Na avaliação dos organizadores, a Marcha das Margaridas é “a maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil”. O nome do evento é uma homenagem à trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves, “um dos maiores símbolos da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade”, explica Mazé, referindo-se à liderança que foi “brutalmente assassinada” em 1983.

Nesta 6ª edição, os organizadores optaram por ir além da apresentação de uma pauta de reivindicações. “Apresentamos uma plataforma, na qual expressamos um modelo de sociedade mais justo, que garanta qualidade para a educação, a saúde; contrário à violência praticada contra mulheres e a favor do acesso a bens comuns, como água e alimentação saudável sem agrotóxicos”, disse ao se referir às 20 propostas públicas apresentadas.

Mazé explicou que nenhum contato foi feito com autoridades governamentais nesta edição. “Tendo interesse, o governo poderá acessar nossas propostas, que são públicas”, disse. “Além disso, temos parlamentares que são nossos porta-vozes. Eles certamente as apresentarão ao governo”.

Segundo a coordenadora da marcha, a atual edição “reforça o coro contra a reforma da Previdência, por entender que não se trata de uma reforma, já que tira direitos em vez de melhorar a vida dos beneficiários. Sabemos que não será fácil, mas atuaremos muito fortemente junto aos senadores para evitá-la”.

O lema da marcha deste ano foi Margaridas na Luta por um Brasil com Soberania Popular, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência’.

Por Pedro Peduzzi

Governador recebe representantes da Fazenda da Esperança

Entidade atua na recuperação de dependentes químicos em todo o mundo. 
Agencia Brasilia

Ibaneis manifestou apoio irrestrito aos representantes da comunidade terapêutica, que tem 130 unidades espalhadas pelo mundo | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Representantes da Fazenda da Esperança estiveram com o governador Ibaneis Rocha na tarde desta quarta-feira (14), no gabinete principal do Palácio do Buriti. A entidade atua no amparo, acompanhamento e encaminhamento de dependentes químicos em 130 unidades espalhadas pelo mundo.

O chefe do Executivo manifestou apoio aos religiosos. “Numa cidade que tem tanta dificuldade e sofrimento, em que vemos pelas ruas gente sem esperança, que está apenas esperando uma forma de acolhimento, essa iniciativa é importantíssima. Podem contar comigo”, disse Ibaneis.

São 130 unidades da comunidade terapêutica espalhadas pelo mundo. Desse total, de acordo com o brasiliense Frei Rogério Soares, que também participou da visita, 86 estão no Brasil e uma, destinada a mulheres, localizada em Brazlândia (DF).

Para o fundador da comunidade, frei Hans Stapel, a obra é um instrumento para mudar vidas. A Fazenda da Esperança acolhe pessoas com idade entre 18 e 59 anos que desejam livremente se recuperar de drogas, álcool e tantos outros tipos de vício.

O encontro foi encerrado com uma oração.



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