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sábado, 16 de julho de 2016

Coleta seletiva é retomada em cinco regiões do DF

Rotas, dias e horários podem ser acessados no site do Serviço de Limpeza Urbana

Quatro organizações de catadores de materiais recicláveis retomaram, nesta semana, a coleta seletiva em Brazlândia, na Candangolândia, no Núcleo Bandeirante, em Samambaia e em Santa Maria. Os dias, horários e locais em que a coleta é feita em cada região estão disponíveis no site do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).Caminhão da coleta seletiva em Brazlândia nesta sexta-feira (15). Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Uma das formas de colaborar com o serviço é separar os materiais recicláveis — como papel, papelão, isopor, metal e plástico — dos orgânicos e rejeitos, a exemplo de restos de comida, filtros de café e lixos de banheiro. Remover o excesso de alimentos e bebidas das embalagens, desmontar caixas de papelão para ocupar menos espaço eembalar materiais cortantes e pontiagudos para evitar ferimentos são outras orientações. O SLU também recomenda escolher produtos com menos embalagens e maior durabilidade e, para economizar água, reutilizar guardanapos para remover o excesso de comida das embalagens.

Dicas como essas são repassadas em mobilizações feitas pelas cooperativas, com o intuito de informar à população sobre as rotas e a separação correta dos resíduos.

A responsável pela coleta em Santa Maria é a cooperativa R3; em Samambaia, a Recicle a Vida; em Brazlândia, a Acobraz; e na Candangolândia e no Núcleo Bandeirante, a Renascer. Elas foram contratadas em maio pelo governo de Brasília, com valor anual de R$ 383.183,52 por organização.

Os trabalhadores percorrem as ruas uniformizados, e os veículos são identificados e circulam em áreas específicas. Nesse modelo são atendidos 90% da Candangolândia e do Núcleo Bandeirante juntos, 60% de Brazlândia, 30% de Santa Maria e 15% de Samambaia. A meta é atender 144.756 habitantes, em domicílios e estabelecimentos comerciais, e recolher 390 toneladas de material reciclável por mês.

A contratação das quatro organizações de catadores de materiais recicláveis é uma iniciativa do projeto Reciclagem e Cidadania, do SLU, que tem como uma das ações o projeto Coleta Seletiva Inclusiva.

Relatório apresenta análise da coleta seletiva nas regiões

De acordo com o Relatório de Análise Gravimétrica dos Resíduos Sólidos Urbanos do Distrito Federal, divulgado pelo Serviço de Limpeza Urbana, em Samambaia, por exemplo, 75% do que é recolhido na coleta seletiva é reciclável. No topo da lista das regiões analisadas está Águas Claras, com o maior porcentual de recicláveis: 85%. O menor valor (38%) foi constatado na Estrutural. Em relação à presença de rejeitos na coleta seletiva, Brazlândia conta com a maior porcentagem (51%).

Quando a análise é feita na coleta convencional, a maior representatividade do material orgânico está no Lago Norte (72%), e a menor, em Ceilândia (7%).

A análise foi feita em 16 regiões administrativas. “O objetivo foi verificar a qualidade do resíduo gerado pela população do DF e dar o rumo para a retomada da coleta seletiva”, explica a diretora-presidente do SLU, Kátia Campos.


EDIÇÃO: MARINA MERCANTE

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