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terça-feira, 31 de março de 2020

Ministro da Saúde alerta para um possível colapso no sistema de saúde do DF

Medidas adotadas por Ibaneis Rocha para conter os casos de Covid-19 foram elogiadas pelo ministro da Saúde.
Por outro lado, Mandetta elogiou medidas adotadas por Ibaneis Rocha para conter a pandemia de coronavírus.

O Distrito Federal é uma das regiões no Brasil que mais preocupa o Ministério da Saúde (MS) em relação à pandemia de coronavírus. De acordo com o MS, o DF, até domingo passado, tinha a taxa mais elevada de incidência do novo coronavírus entre os estados brasileiros. Ontem (30), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva, falou sobre essa particularidade. “O Distrito Federal tem uma característica toda ímpar, que é o fato de você ter uma concentração local e muita viagem ao exterior. É uma cidade que tem essa ida e volta de todo o país.”

Dados do MS mostram que o coeficiente do DF é de 10,2 por 100 mil habitantes, quatro vezes acima da média do Brasil, que é de 2,2 por 100 mil habitantes. Neste patamar, o DF está na frente de estados como Rio de Janeiro e de São Paulo.

Outro receio também comentado durante a coletiva por Mandetta, foi sobre a possibilidade dos casos chegarem às cidades satélites e do Entorno do DF. Segundo ministro, se isso ocorrer, o Governo do Distrito Federal (GDF) terá dificuldade de atender os pacientes devido à vulnerabilidade do sistema de saúde brasiliense. “Aqui em Brasília, os casos ainda não chegaram ao Entorno e às cidades satélites; a grande maioria está no Plano Piloto e Lago Sul. Então, muita atenção quando falamos em movimentar o Plano Piloto e as cidades satélites, porque o sistema de saúde de Brasília nos anos não foi devidamente estruturado para atender essa quantidade de gente que atende regularmente, que vem de todo lugar do país”, explicou.

Para Mandetta, caso o número de contaminação aumente no DF, o sistema de saúde pode “ter muita dificuldade para atender” para atender a população.Vídeo em frente ao Palácio do Buriti passa trechos de uma entrevista do ministro da Saúde em que ele enfatiza medidas de combate ao coronavírus

O Distrito Federal perdeu mais um paciente para a Covid-19. Este é o segundo óbito confirmado no DF. Maurílio José de Almeida, 77 anos, confirmado com o novo coronavírus, estava internado na UTI do Hospital Brasília desde o dia 27 de março. Morador do Núcleo Bandeirante, ele morreu neste domingo (29). Mas a Secretaria de Saúde foi notificada hoje. O paciente apresentava algumas comorbidades, como neoplasia, cardiopatia, e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

Veja no final da matéria como está a situação de casos no DF até o momento.
Ibaneis Rocha

O governador Ibaneis Rocha (MDB) foi o primeiro chefe de governo a adotar medidas de isolamento social. Em decreto divulgado na segunda semana de março, o governador suspendeu as aulas e eventos públicos. Essa iniciativa, foi lembra ontem pelo ministro Mandetta, que fala sobre as ações realizadas pelos governos estaduais. “Está certo o governador de fazer o seu máximo trabalho”, ressaltou o ministro da Saúde.

Ibaneis, em diversas entrevistas dadas à imprensa local, já disse estar ciente das peculiaridades do DF, pelo fato de que na capital federal, além de ter um grande número de pessoas vindo de todos os estados brasileiro – por causa dos Poderes da República –, há também um grande número de organismos internacionais, como ONG’s e embaixadas.

Ao comentar as falas do ministro da Saúde sobre sua postura diante a pandemia no DF, Ibaneis afirmou: “Correto como sempre. Atuando de forma profissional para um assunto profissional e importante como é a saúde”, disse Ibaneis ao Correio”.

O GDF instalou em frente ao Palácio do Buriti um telão para transmitir comunicados sobre a pandemia de coronavírus no país.
Segurança Nacional

Em se tratando de Brasil, em edição extra do Diário Oficial da União publicada na noite de segunda-feira (30), o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o uso da Força Nacional em ações de combate ao coronavírus. A decisão tem validade até 28 de maio e pode ser prorrogada.

De acordo com a autorização, fica determinado que a Força Nacional poderá auxiliar no “atendimento a pessoas suspeitas de estarem infectadas, reforço da segurança em unidades hospitalares, armazenamento e distribuição de mantimentos e medicações, patrulhamento contra saques ao comércio, realização de campanha de prevenção, e aplicação de testes rápidos”.
Ajuda de R$ 600

O Senado aprovou na manhã desta segunda-feira (30) o projeto que prevê o repasse de R$ 600 mensais a trabalhadores informais. A aprovação foi motivada pela pandemia do novo coronavírus, e o texto prevê o pagamento por três meses. Segundo o projeto, o pagamento do auxílio será limitado a duas pessoas da mesma família.

A proposta tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada e agora segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Blog do Ulhoa

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