Sintomas incluem olhos vermelhos, coceira e irritação ocular, entre outras ocorrências. Maior número de casos, nesta época, costuma ocorrer em crianças
Agência Brasília *

Período de seca é propício para a incidência de casos de conjuntivite. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde

Os efeitos da seca na população podem ir além do desconforto causado pelo período. A época também é propícia ao aumento dos casos de conjuntivite. O alerta é da referência técnica distrital (RTD) colaboradora de Oftalmologia da Secretaria de Saúde, Adriana Sobral.

“As conjuntivites, de forma geral, têm grande incidência nesta época do ano, principalmente a do tipo alérgica. Isso ocorre porque chove menos, ou seja, há mais alérgenos e poluentes suspensos no ar. Ambientes secos contribuem para esse aumento”, explica a especialista.

Os sintomas incluem olhos vermelhos, coceira e irritação ocular, presença de secreção esbranquiçada, fotofobia e inchaço nas pálpebras e conjuntiva – membrana que recobre a superfície interna das pálpebras e dos olhos.

“O maior número de casos, nesta época, costuma ocorrer em crianças, porque ainda estão desenvolvendo seu sistema imunológico. Como não é exigida a notificação compulsória, não se tem como fazer uma relação real desse aumento”, conta Adriana Sobral.

Ainda assim, a profissional destaca a importância de sempre fortalecer as defesas do organismo. “E uma vez diagnosticada a conjuntivite, deve-se tratá-la da forma adequada, com medicamentos, de acordo com o tipo”, ressalta.

Tipos e transmissão
Há vários tipos de conjuntivites. A alérgica, por exemplo, não é contagiosa, pois é causada pelo contato com alérgenos como grama, pólen, ácaros de poeira, mofo, pelos de animais e piora em ambientes secos, quentes e na primavera.

Já as conjuntivites virais e bacterianas são contagiosas. As duas são causadas por micro-organismos externos, o que não ocorre na conjuntivite alérgica. Elas são transmitidas por contato direto entre as pessoas, como beijo no rosto, apertos de mãos e objetos contaminados (maçanetas, corrimão de escadas etc.).

Assim que a pessoa contaminada transfere o patógeno para o indivíduo saudável, este pode coçar o olho com a mão suja e iniciar a infecção. Já o contágio indireto pode ocorrer via maçanetas de portas, corrimãos de escada, toalhas e água de piscina, principalmente, quando não tratada corretamente.

Tratamentos
O tratamento depende do tipo de conjuntivite. Se for a bacteriana, são prescritos colírios à base de antibióticos. Nos casos virais, há o uso de medicamentos para tratar os sintomas, enquanto o organismo desenvolve a produção de anticorpos para eliminar os vírus.

Na alérgica, podem ser usadas pomadas ou colírios com ação lubrificante, antialérgica e anti-inflamatória. Como nesse tipo de conjuntivite há, frequentemente, associação com outras doenças alérgicas, como asma e rinite, pode ser necessário fazer acompanhamento com oftalmologista e alergista.

Adriana Sobral destaca que a consulta com o oftalmologista é o mais recomendável, no caso de algum sintoma aparecer. Nessa situação, o primeiro passo é ir a uma unidade básica de saúde (UBS).

“De antemão, os colírios lubrificantes para os olhos são uma boa opção no auxílio de qualquer tipo de conjuntivite”, sugere.

Prontos-socorros
Tanto o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) como o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) possuem prontos-socorros voltados a atendimentos de urgências oftalmológicas. No primeiro, o serviço funciona das 13h às 19h e, no segundo, o atendimento ocorre nas 24 horas do dia.

Se a conjuntivite não for tratada adequadamente, os casos mais graves podem evoluir para infecção de córnea e se transformar em úlcera de córnea. Por fim, a falta de tratamento causa a maior disseminação da doença. A higiene das mãos é de fundamental importância para evitar a contaminação das conjuntivites infecciosas.

*Com informações da Secretaria de Saúde