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quarta-feira, 1 de maio de 2019

O começo do “fim” do Facebook: Agora sabemos como vai ser a nova plataforma

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.

O Facebook como conhecemos atualmente está cada vez mais perto do fim. O recado já foi dado antes por Mark Zuckerberg, chefão da plataforma que tem em seu leque ainda o Instagram e o WhatsApp. Agora, no entanto, temos mais novidades de como o fundador da rede social imagina o futuro dos serviços que regem a nossa vida online.

A ideia primordial do futuro para as plataformas que Zuckerberg detém é que elas sejam baseadas em privacidade. Sim, a pessoa que usa nossos dados para ganhar dinheiro, expõe informações e deixa que curtidas manipulem a política mundial quer um mundo com mais privacidade. A ironia é tão grande que rendeu até uma brincadeira do próprio chefão do site, todo sem jeito e estranho como só Zuckerberg consegue ser.

“Entendo que muitas pessoas estejam reticentes quanto a mim sobre isso. Sei que não tenho a reputação de ser o cara da privacidade (risos). Mas garanto, vai tomar um tempo, pode parecer que no começo não fizemos progresso, mas podemos dar o que as pessoas querem”, disse.

No palco da F8, o principal evento do Facebook no ano, Zuckerberg explicou que ao longo dos últimos 15 anos construiu o site como se fosse uma “praça pública” para encontrarmos amigos, conhecer negócios e se conectarmos com o mundo. Agora, quer dar um cavalo de pau nessa história e transformar a polêmica rede social em uma “sala de estar”: conexões mais íntimas e mais privacidade.

O que Zuckerberg disse sobre a privacidade

“O futuro é privado” é o novo mantra de Zuckerberg.

Na primeira vez que falou mais abertamente e em público sobre o assunto, Zuckerberg admitiu que levará “anos” até o Facebook mudar sua mentalidade para que seu modelo de negócios tenha a ver com a proteção da privacidade. E, para o fundador da rede social, esse futuro tem a ver com conversas criptografadas e cada vez menos mensagens que possam voltar para nos assombrar no futuro.

O alicerce do projeto de Zuckerberg são os apps de mensagem. E eles vão ter os primeiros efeitos. Principalmente o Messenger, que passou a contar com mais recursos de segurança e criptografia, além de poder servir para conversar com contatos fora do Facebook, que você só tenha no WhatsApp ou no Instagram. É o primeiro passo da história de Messenger, Instagram e WhatsApp funcionando em um só lugar.

O chefão do Facebook ainda elencou o que chama dos seus seis princípios para o futuro guiado pela privacidade em sua nova plataforma:
Interações privadas: você precisa ter interações em que você tenha total confiança que sejam privadas
Criptografia: sua conversa privada deve ser segura para que nenhum governo, hacker e nem o Facebook possa ver
Mais efemeridade: você não precisa se preocupar que coisas que você falou no passado vão voltar no futuro
Segurança: tudo que usuário faz tem que ser seguro
Multiplataforma: você pode achar seus amigos em todos os serviços com operação sincronizada entre eles
Armazenamento de dados em segurança: Facebook não vai armazenar dados em países com governos que podem forçar o acesso a eles

“Nos próximos anos vamos construir nosso serviço baseado nessas ideias. Para construir isso não é só construir ferramentas, teremos que mudar tudo o que a nossa plataforma faz agora”
Mark Zuckerberg

Como as redes sociais vão mudar

Nesse novo sentido dado ao seu negócio, Zuckerberg busca, ao menos com palavras, colocar um fim ao Facebook como conhecemos hoje. A rede social em que podemos compartilhar o que quisermos de forma pública ou para amigos não é mais o que o executivo pensa ser o ideal, provavelmente após ver a plataforma ser alvo de várias polêmicas e entrar na linha de legisladores.

Com informações do Estadão

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