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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Servidores de ônibus escolares protestam em frente ao Buriti

Cerca de 250 trabalhadores que prestam serviço de transporte escolar para a rede pública de ensino protestaram desta quinta-feira (3), em frente ao Palácio do Buriti, para reivindicar o pagamento dos salários. Eles relatam que o problema se estende há quatro meses. De acordo com a Polícia Militar, os manifestantes chegaram a fechar a via N1 do Eixo Monumental por dez minutos, suficientes para provocar um longo congestionamento. Após o ato, o governo se comprometeu a apresentar uma solução.

A Secretaria de Educação alega ainda que, embora reconheça os problemas de caráter financeiro, tem mantido o diálogo com os empresários desde o início da paralisação com o propósito de que voltem a oferecer os serviços, cuja suspensão prejudica cerca de 40 mil estudantes.

A categoria iniciou uma paralisação nesta semana e promete continuá-la até que uma medida eficaz seja tomada. O GDF não faz o pagamento às empresas desde 2014.

“Nossos chefes estavam arcando com nossos salários com dinheiro do próprio bolso. Agora estamos sem receber pagamento, sem combustível e mesmo assim sendo cobrados para continuar rodando. Aí vem o governador e diz que educação é prioridade. Que prioridade é essa?”, questiona a encarregada Gisele Lemos Duarte, de 21 anos.
A manifestação durou cerca de 30 minutos. Segundo a PM, um homem tentou esvaziar o pneu de um carro do GDF que havia sido barrado pelos manifestantes, mas foi detido com spray de pimenta.

A Secretaria de Educação admite que os repasses ainda não foram feitos por “falta de disponibilidade financeira”. “Cabe esclarecer que os pagamentos se referem aos serviços contratados juntos às empresas e que os salários e demais encargos trabalhistas dos funcionários são de responsabilidade direta das próprias empresas”, alega.
Em reunião com a Associação das Empresas de Transporte Escolar de Brasília (ASSETEB), na tarde desta quinta-feira (3), o governo se comprometeu a apresentar na próxima semana as possibilidades de regularização dos pagamentos. Até o momento, o governo tem um débito de R$ 31 milhões com 11 empresas.

Após a reunião, ficou acordado que Planaltina terá o serviço restabelecido amanhã.

Myke Sena
Icaro Andrade
icaro.andrade@jornaldebrasilia.com

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