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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Inflação em Brasília sobe 0,53% em julho

Apesar da variação mensal positiva, o índice tem se elevado de forma mais controlada. Alimentos como feijão e leite longa vida foram os itens que mais colaboraram para o resultado.

A inflação de julho em Brasília apresentou variação de 0,53% em relação ao mês anterior. É o que mostram os dados da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera 13 capitais brasileiras. O estudo foi divulgado segunda-feira (15) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). A inflação é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).Apesar da variação mensal positiva, o índice tem se elevado de forma mais controlada. Alimentos como feijão e leite longa vida foram os itens que mais colaboraram para o resultado.

Em junho, a flutuação ficou em 0,11%. Esse desempenho significa alta, impulsionada principalmente pelos grupos alimentação e bebidas e transportes, devido ao impacto dos efeitos climáticos na safra de feijão e na produção de leite. No entanto, a elevação da taxa ocorreu de forma menos intensa do que em meses anteriores, conforme demonstra a variação acumulada em 12 meses, que ficou em 7,71%. No último levantamento, o índice foi de 7,55%. Os resultados também ficam abaixo da média nacional de 8,74% nos últimos 12 meses.

Alimentos como feijão e leite longa vida foram os itens que mais colaboraram para a inflação de julho. No caso do grão, como houve quebra de safra em razão da falta de chuvas, a produção ficou muito abaixo da esperada para o período. Com isso, a diferença de preço ficou em 32,4%. A produção de leite também ficou prejudicada com a variação climática, que antecipou a seca. A variação mensal do leite longa vida foi de 21,76%. Quando observados leite e derivados, o aumento chega a 13,48%.
Hortaliças e legumes estão mais baratos

Por outro lado, houve queda na média de preços de hortaliças e legumes, conforme demonstra o Índice Ceasa do Distrito Federal. O levantamento mostra que o ICDF teve deflação de 6,9%, comportamento considerado típico para a época do ano, de acordo com o economista da Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa-DF), João Bosco Soares Filho. “As características climáticas da região e a demanda morna por alimentos, em razão do período de férias, levam à queda”, explicou. A abobrinha italiana liderou queda para o grupo de legumes, com redução de 38,19%. As alfaces lisa, crespa e americana também ficaram 12,87% mais baratas.

Em relação ao subgrupo transportes, a alta de passagens de avião (12,86%) e de ônibus interestaduais (8,6%) também compuseram a inflação no Distrito Federal. O período de férias foi preponderante para o desempenho dos preços. “Em Brasília, a demanda é maior em razão do alto poder aquisitivo, por isso, transporte assume um peso grande na estrutura de gastos do IPCA”, afirmou o gerente de Contas e Estudos Setoriais da Codeplan, Jusçânio Umbelino Souza.

Em Brasília, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o rendimento monetário de famílias com renda de um a cinco salários mínimos, também apresentou alta e fechou julho com variação mensal de 0,46%. Quando observado o acumulado do ano, o resultado é de inflação de 3,47%. A variação em 12 meses, por sua vez, foi de 8,69%. Assim como no IPCA, a alta foi impulsionada por alimentação e bebidas e transportes.
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“Essas variações, quando comparadas com as outras capitais, são mais baixas. Não quer dizer que os preços sejam baixos, mas há uma sensação de estabilidade”, pondera o presidente da Codeplan, Lucio Rennó.

Também participou da divulgação da pesquisa o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, Bruno Oliveira Cruz.


EDIÇÃO: PAULA OLIVEIRA

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