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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Prevenção ao suicídio: uma história de superação

Procurar ajuda não é sinônimo de fraqueza. Procure ajuda psicológica, terapêutica, psiquiátrica, tome seus remédios certinho. Tome um banho. Veja um filme do gênero que tu goste. Ria. Chore. Se cuide”.

Essas frases postadas na página do Facebook @vivaedeixeviver são endereçadas às pessoas com sofrimento psicológico. Muitas delas pensam, tentam ou cometem suicídio. A página é iniciativa da jornalista Izabelle Riveti, 28 anos, ela própria vítima desse sofrimento em função de vários fatores, dentre eles, abuso sexual na infância.

Na página, Izabelle dá dicas de serviços de atendimento psicológico gratuitos ou com preços acessíveis em Brasília. E explica: “porque terapia é sempre importante, porque nós somos os principais responsáveis por cuidar de nós mesmos e resolvermos nossos problemas internos. Terapia é essencial na vida de todo mundo”.

Izabelle faz trabalho voluntário junto a pessoas que tentaram suicídio e apoia as campanhas de prevenção. “É importante falar sobre o tema, alertar, conscientizar, humanizar”. Uma das campanhas foi lançada no início de setembro pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), com o objetivo de promover a cultura de escuta e acolhimento diante do sofrimento psíquico de crianças e adolescentes. Com o tema “Setembro Amarelo – Vamos dar as mãos?”, a Sejus promoverá diversas ações no DF. “A campanha é muito importante para conscientizar as pessoas sobre distúrbios mentais”, sustenta Izabelle.

E o mais importante na história de Izabelle, uma sobrevivente à depressão, é que ela teve apoio dos país e teve a consciência e a força de buscar por cuidados. “Eu tive depressão desde pequena. Fui vítima de abuso sexual. Aos 13 anos me tranquei no quarto, a depressão tomou conta. Fiz terapia, fui medicada. Voltei à vida normal mas com 24 anos tive depressão profunda. Era um acúmulo de coisas na minha cabeça, pressão familiar…falei com meus pais que eu não estava dando conta e que queria ser internada. Na época, meu pai disse que eu não precisava internar mas se fosse minha vontade ele me apoiava. E fui para uma clínica psiquiátrica onde fiquei por um mês”, conta. “Foi bom porque eu precisava me encontrar e ver outras realidades, sair da minha bolha da depressão e ansiedade. Lá meu problema era pequeno. Pude ver o sofrimento de pessoas com esquizofrenia, e muitas histórias muito difíceis”.

Campanha

Até o fim de setembro, considerado mês mundial de prevenção ao suicídio, a campanha da Sejus “Setembro Amarelo – Vamos dar as mãos?” realizará palestras nas escolas públicas e particulares, abrigos, unidades de internação socioeducativas e em espaços públicos. As ações devem conscientizar e sensibilizar a população a identificar os sinais de alerta de quem precisa de ajuda e reforçar como uma simples conversa acolhedora pode ajudar.

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