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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Bases do PT e grupos sociais articulam apoio ao nome do economista Afonso Magalhães para disputar o Buriti

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Na expectativa de ser homologado como candidato do Partido dos Trabalhadores ao Palácio do Buriti Afonso Magalhães começa a despontar como a candidatura alternativa da esquerda no DF. Depois da tentativa frustrada de setores da esquerda de uma candidatura “outsider” no campo progressista, até bem pouco tempo representada pela ex-candidata a governadora Anjuli Tostes do PSOL, que chegou a ter 7% em enquetes e pesquisas independente, mas foi rifada pela direção do PSOL exatamente em razão desse crescimento, Afonso Magalhães quer governar o DF com base nos princípios programáticos do PT, a partir da experiência partidária de governar, em quarenta anos de fundação do partido, mais de mil prefeituras do país, mas de dez governos estaduais e quatro mandatos no Governo Federal, apoiando-se também na experiência de dois governos do PT no Distrito Federal (1995-1998 e 2011-2014). A diferença é que o PT permite a disputa interna e ele vai para o embate na Convenção do partido. 

Inclusão social, participação popular e controle social, integração com o entorno metropolitano, cuidar da cidade e ouvir as pessoas. Estas são as linhas mestras da proposta do pré-candidato do PT o qual nos deu uma entrevista curta, mas objetiva. 

PERFIL BIOGRÁFICO 

Afonso Magalhaes, 62 anos, é economista, funcionário aposentado do Banco Central do Brasil. Foi diretor do Sindicato dos Bancários e da Central de Única dos Trabalhadores e hoje milita na Central de Movimentos Populares\CMP. Nascido em Niterói, veio pra Brasília ainda adolescente. Seus quatro filhos nasceram aqui na Capital Federal. Magalhaes iniciou sua militância política no movimento estudantil, onde presidiu o Centro Acadêmico da Economia da Universidade de Brasília. No curso de Economia da UnB foi aluno do Professor Lauro Campos, com quem trabalhou no coletivo do mandato do então Senador da República pelo PT. A partir de sua militância estudantil ajudou a fundar o PT. Depois de formado em economia, focou sua militância no movimento sindical bancário e, nos últimos quinze anos, nos movimentos populares de moradia, saúde, mobilidade, direitos humanos e economia solidária. 
É um dos mais próximos líderes do PT junto aos movimentos sociais de base a Capital da República e tem grande penetração junto ás diversas correntes políticas do Partido dos Trabalhadores. E conseguindo sair candidato ao governo é um dos poucos que consegue dentro do PT ampliar o leque de alianças com os demais partidos de fora devido seu poder de articulação com os mais diversos partidos de esquerda no Distrito Federal. 

A seguir a entrevista do economista Afonso Magalhães. 

Como pretende governar Brasília? 

Cuidar da cidade, ouvindo o povo e suas organizações em todas as regiões do DF. Os desafios das políticas públicas impõem soluções integradas entre si. Não dá pra falar em melhorar o Sistema Único de Saúde, sem melhorar a Educação. Não dá para melhorar a Segurança Pública sem enfrentar o Desemprego, sem melhorar a iluminação pública etc. Não dá para o povo ter acesso à cultura e lazer sem resolver os problemas da mobilidade. Não dá para combater o desemprego sem investir em formação e nos empreendimentos de economia solidária. Não é possível pensar as políticas públicas e projetos de desenvolvimento sem integração com os municípios da região metropolitana. E não dá pra se assumir como governo da Capital Federal sem cuidar da cidade, da manutenção dos equipamentos públicos, do asfalto, do gramado, da limpeza pública, da coleta seletiva do lixo, das bocas de lobo, pontes e viadutos etc. 

Quais os problemas atuais de Brasília a serem superados em um governo do PT? 

A saúde em Brasília continua caótica. O governo tenta manipular as estatísticas de cobertura da atenção primaria em saúde, mas deixa o povo sem serviços especializados de clínica geral, ginecologia e pediatria. Virou uma bagunça a gestão do SUS no DF. Na educação coloca cinco mil 
voluntários dentro das escolas com uma bolsa-miséria de 500 reais para fazer de conta que tem escola integral. Na mobilidade, Brasília permanece com “toque de recolher”, sem ônibus e metrô a partir das onze da noite e com as passagens mais caras do Brasil. Vamos promover estudos para implantar a tarifa zero e universalizar o direito à mobilidade no DF. Quanto ao desemprego, Brasília tá no topo do pódio, com mais de 300 mil desempregados. E o atual governador é responsável por isso, pois abraçou as teses neoliberais de enxugamento e enfraquecimento do estado e das políticas públicas. Sem a presença forte do Estado, seja no DF, seja no Brasil, não há política de geração de trabalho e renda que avance. 

E como fica a situação de Lula? 

Lula vai ser inscrito no TSE, dia 15 de agosto, como candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores. O processo que condenou Lula é fajuto, baseado em delações falsas sobre um tríplex, sem nenhuma prova material. Lula está no gozo de seus direitos políticos. Pode votar e ser votado. Com uma liderança popular inconteste, esse operário-estadista é o único em condições de liderar um projeto popular e soberano para o Brasil, sem o qual a nação brasileira vai continuar a ser sucateada, com a entrega descarada de suas riquezas energéticas e minerais e com a paralisia da economia, promovida pelo consórcio golpista enlaçado pelo governo Temer, pelo poder judiciário e empresas de comunicação lideradas pelo sistema Globo. Brasília, para desenvolver, precisa do crescimento da economia brasileira, com soberania e distribuição de renda. E quem pode liderar esse processo chama-se Lula, por isso ele lidera, disparado, todas as pesquisas eleitorais. Eleição sem Lula é fraude!! 
Pesquisas independentes e para consumo interno de alguns partidos, quando feitas para governador do DF e a pergunta versa sobre “o candidato do PT” , este atinge até 11%. A que o senhor atribui isso. 
Exatamente à liderança do Lula e ao trabalho de base realizado pela militância do PT no Distrito Federal. Aqui temos vários anos de história e dois governos petistas onde o partido mostrou um projeto democrático e participativo e quando tivermos com as candidaturas homologadas esse percentual vai dobrar no primeiro turno e chegaremos ao segundo turno com amplas possibilidades de vitória. 

Por Katharine Garcia

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