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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Rollemberg exonera indicado por Liliane Roriz e deixa alguns distritais com as barbas de molho

Será que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) acredita que fez um grande negócio ao mandar exonerar o administrador do Paranoá, Roberto Charles, indicado pela distrital Liliane Roriz? Alguns deputados distritais ficaram com uma pulga atrás da orelha.

Liliane, que é pivô da grande crise política vivida hoje no Distrito Federal, foi pega de surpresa com a ação do governador. Seria retaliação? Afinal, foi dela a iniciativa de denunciar ao Ministério Público supostos esquemas de desvio de recursos da saúde envolvendo a Câmara Legislativa do DF.

Ao tomar a decisão de exonerar o administrador, Rollemberg peca, aliás não pela primeira vez. Se o governador ouviu de algum conselheiro brilhante a ideia ou se partiu dele próprio, não importa. O que interessa é que o governador, ao seguir por esse caminho, pode ter deflagrado um tiro no próprio pé.

Será que Rollemberg tenta, com a decisão, demonstrar que não compactua com a decisão da distrital, de colaborar com a Justiça? Aliás, por um curto histórico de denúncias recentes, o governador tem sinalizado em outras oportunidades que não é muito fã de investigações.

Demitiu o servidor que denunciou supostas cobranças de propina no seu governo, tentou desqualificar a CPI da Saúde e chegou a ameaçar a sindicalista Marli Rodrigues, também autora de denúncias graves contra a gestão socialista.

Quem não se lembra da frase: “Ela vai pagar caro”?

No caso específico da demissão do administrador do Paranoá, o governador Rollemberg, ao que parece, tenta afagar os deputados atingidos pelas gravações da distrital. Cabe destacar que quase todos são opositores ferrenhos de seu governo e davam dores de cabeça sistemáticas ao núcleo de sua administração.

Aqui cabe o comentário que ouvimos de um deputado distrital: “Não sei que nome se dá ao gesto do governador do DF: covardia, estratégia ou quem sabe burrice mesmo”. Se for estratégia, é no mínimo tabajara.

Afinal, foram justamente as gravações da distrital Liliane Roriz que deram um suspiro maior para que o Executivo saísse da mira das investigações do Ministério Público e da CPI da Câmara Legislativa, que apuram denúncias levadas pela sindicalista Marli Rodrigues contra integrantes de seu governo.

A crise atravessou a rua e atingiu alguns deputados distritais, a ponto de a Justiça determinar o afastamento de todos os membros da Mesa Diretora da Casa, quatro ao todo e um quinto que compõe, teoricamente, a sua base parlamentar.

Rollemberg não sabe o que vem por aí. Aliás, nem ele nem ninguém. Apenas os investigadores das várias promotorias envolvidas sabem até onde pode chegar esse trem desgovernado. Mas uma coisa é certa: em estratégia, um dos princípios clássicos da crise é ter cautela.

Meter os pés pelas mãos a fim de tentar surfar nos cinco minutos de fama e da desgraça de outros é muito arriscado para um chefe de Estado. Suas atitudes, seus embaraços, as determinações, como exemplo a de proibir que pessoas entrem com celulares em reuniões, só demonstram imaturidade e insegurança. Afinal, no caso específico dos celulares, qual seria o problema de ser feita alguma gravação se o conteúdo não fosse comprometedor?

Imagine como devem estar os outros deputados distritais, os simpatizantes de sua gestão, com essa ação de romper com a distrital Liliane Roriz.

Agora pense o que se passa na cabeça de um deputado por saber que não é de confiança e que está sendo colocado sob suspeição…

Alguns já começam a antever o que poderá acontecer com eles, caso protagonizem alguma situação parecida: serão abandonados pelo socialista, sem nenhuma cerimônia.

Agora, se os deputados estão pensando desta forma, imagina como não está a cabeça dos eleitores de Rollemberg? E da população?

Definitivamente, não dá para agradar a todos, isso qualquer um entende. Mas sair metralhando quem tem dado auxílio indispensável para que a Justiça seja feita dá pistas de qual lado da bancada o estrategista ou o próprio governador está. E posso garantir que não é da verdade.

Partindo do pressuposto que o governador realmente acredita no que ele repete insistentemente, “que o governo não possui o DNA da corrupção”, uma das possibilidades ventiladas pelo distrital aliado, conforme relatado logo acima, já estaria descartado.

Só sobraria, portanto, seguindo a lógica dos mero mortais, duas possibilidades: a covardia e burrice. Ou não?

Da coluna Na Varanda, por Edson Sombra

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