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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Filmes sobre política, minorias e poesia mostram a diversidade do cinema de Brasília

Filmes disputam o Troféu Câmara Legislativa

No segundo e último dia da Mostra Brasília do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, os filmes exibidos confirmaram a diversidade da produção audiovisual do Distrito Federal. E, mais uma vez, o público lotou o Cine Brasília para prestigiar o cinema brasiliense, que arrancou risos, aplausos e outras manifestações da plateia. Neste domingo (25), foram exibidos seis filmes - três curtas e três longas - que concorrem a R$ 200 mil em prêmios do Troféu Câmara Legislativa, criado para estimular e reconhecer o cinema da cidade.

Junto com os filmes exibidos ontem (24), são 12 filmes na disputa. Eles foram selecionados de um total de 57 inscritos, e os vencedores serão escolhidos pelo Júri Oficial e por meio da votação do público. Os vencedores do 21º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal serão conhecidos na terça-feira (27), na solenidade de encerramento do festival.

A programação de hoje da Mostra Brasília começou às 11h, com a exibição do curta de ficção "O luto", de João Gabriel Caffarelli e Saulo Santos, de apenas dois minutos de duração. Na mesma sessão, foi exibido o longa "#EraDosGigantes", do estreante Maurício Costa. Primeiro filme do diretor, que é diplomata, o documentário trata da política externa brasileira durante o governo Lula. "O filme trata de um assunto polêmico, que ganhou ainda mais importância nos últimos tempos. E é um tema que influencia muito a vida das pessoas, mesmo que elas não percebam de forma direta", disse Costa, muito emcionado com a seleção do filme. Na tela, entrevistas inéditas e imagens de arquivo.

Minorias - A sessão das 14h foi aberta com o curta de animação "A festa dos encantados", de Masaroni Ohashy, que narra a história de um pajé Guajajara que, ao procurar o irmão perdido, encontrou um mundo subterrâneo, habitado por seres encantados, e ali permaneceu até aprender todos os rituais e cânticos de várias celebrações. Na apresentação, índios Guajajaras cantaram e tocaram chocalhos, arrancando aplausos do público. 

Sílvio Guajajara, da equipe, lembrou a resistência de seu povo, no sul do Maranhão, que em 2015 teve 53% de suas terras queimadas por um incêndio criminoso causado por madeireiros. "O cinema indígena é importante para mostrar ao mundo que podemos ser o que vocês são sem deixar de ser o que somos", concluiu.

Em seguida foi exibido o documentário de Tânia Quaresma sobre os catadores de lixo de várias partes do Brasil. Em "Catadores de histórias", é dado voz a pessoas que tiram o sustento da seleção e reciclagem de resíduos, mostrando sua organização e empoderamento. Integrante do movimento nacional de catadores, Alex Cardoso, de Porto Alegre, puxou um coro de "Fora Temer" e outro em prol da preservação da natureza, antes da exibição do filme. "É preciso reconhecer o trabalho dos catadores na preservação ambiental", destacou.

Poesia e amor - A última sessão desta tarde, às 16h30, foi aberta com o curta premiado "Rosinha", de Gui Campos, que narra de forma delicada um triângulo amoroso na terceira idade. "É uma história de amor, e o mundo está precisando disso", disse o diretor, que em 2004 ganhou o Troféu CLDF com o filme "Sequestramos Augusto César". Já o produtor do curta, J. Procópio, afirmou ser sempre emocionante exibir um filme no "templo do cinema", se referindo ao Cine Brasília. 

O filme que encerrou a Mostra Brasília foi o longa "Cora Coralina – todas as vidas", do veterano Renato Barbieri. "Fazer um filme sobre Cora não é fácil, ela foi uma gigante", apontou o diretor. No documentário, há partes ficcionais, construindo uma narrativa poética nas vozes de seis gerações de atrizes brasileiras, entre elas Zezé Motta, Tereza Seiblitz e Carmila Márdila. "Faz alguns anos que não venho ao Festival de Brasília, estava com saudades. É um privilégio ter mais intimidade com um personagem como Cora", disse Zezé Motta, muito aplaudida durante a apresentação da equipe do filme.

Prestigiaram a Mostra Brasília neste domingo o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e o secretário de Cultura, Guilherme Reis. Todos os filmes serão reprisados nos dias 26 e 27 (segunda e terça), às 10h, às 14h e às 16h, no auditório da CLDF. As exibições também serão gratuitas.

Denise Caputo - Coordenadoria de Comunicação Social

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