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sábado, 23 de julho de 2016

Sampaio: “Quem acusa sem provas em CPI deveria ter o mesmo tratamento de um corrupto”

Sérgio Sampaio durante coletiva nesta quinta-feira. (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

“Esse governo não compactua com corrupção. Essa é a orientação do governador. É uma prática abominável. Se tiver denúncia séria, tomamos todas as providências”. Com essas palavras fortes e tom de repúdio,Sérgio Sampaio, chefe da Casa Civil, começou a entrevista coletiva no Palácio do Buriti, no fim da tarde de hoje. Sampaio se referia as denúncias feitas pela presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde-DF), Marli Rodrigues, em depoimento à CPI da Saúde, na Câmara Legislativa.

Sérgio Sampaio afirmou que a sindicalista mentiu ao acusar o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e a esposa Márcia de participar de um esquema de pagamento de propina.

“Quem pratica corrupção tem que sair preso, assim como quem vai diante de uma CPI e falta com a verdade”, avaliou.

Para o chefe da Casa Civil, Marli Rodrigues não apresentou nada que comprovasse a denúncia de corrupção nem nomes de servidores que pudessem estar envolvidos. Sampaio apontou como exemplo a denúncia de uma suposta irregularidade na manutenção de veículos na Secretaria de Saúde.

“Não existe contrato da Saúde. Toda a manutenção da frota do governo foi licitada em março de 2015, pela Secretaria de Planejamento.” Ele explicou que, com essa medida, o governo está gastando 70% a menos do que a gestão anterior.

Sampaio ainda reforçou que o governador acionou órgãos de controle e de fiscalização do governo do DF, como a Controladoria-Geral e a Polícia Civil. O pedido de investigação também foi encaminhado ao Ministério Público do DF e Territórios.
Dialogar na Justiça

Pela manhã, o governador Rodrigo Rollemberg refutou as acusações da sindicalista Marli Rodrigues. “Com pessoas assim, vamos dialogar na Justiça, e eu tenho certeza de que ela vai pagar muito caro pelas informações difamatórias e caluniosas que fez hoje na CPI.”

Rollemberg disse que enfrenta “interesses milionários” para reformular a Saúde. “Estamos realizando licitações na área hospitalar, que há mais de dez anos não tínhamos, e na área de vigilância, que há mais de quatro anos não ocorria”, exemplificou.

Sampaio não descartou a possibilidade de que as “denúncias vazias” tenham sido articuladas para impedir mudanças na gestão da Saúde em Brasília. “Estranhamos que isso aconteça no meio da discussão [de contratos de parceria com organizações sociais — OSs]. Queremos mudar o modelo para melhorar. Para gastar menos com maior eficiência.” Ele citou o Hospital da Criança como um caso de sucesso de administração por OS.

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